Madrid, 10 jun (Lusa) — As instituições internacionais têm de respeitar o princípio do multilinguismo e, para isso, os líderes nacionais devem duplicar esforços para conseguir um maior equilíbrio entre o inglês e as restantes línguas globais, afirmou hoje o secretário-geral da Francofonia.

“Constatamos que, apesar de todos os nossos esforços e boa vontade, de todos os projetos que temos feito, a situação deteriora-se”, afirmou Adbou Diouf, em Madrid, num encontro dos três espaços linguísticos, português, espanhol e francês.

“Temos, coletivamente, que responder a esta situação. Temos de insistir junto das organizações internacionais para que respeitem o princípio do multilinguismo. O amor não são só declarações de amor, são as provas de amor”, considerou.

Diouf considerou que o objetivo não é destronar qualquer língua, no caso o inglês, mas sim conseguir “um maior equilíbrio” que se nota cada vez menos nas organizações e instituições internacionais.

Ainda que sinta “boa intuição” sobre o futuro, Diouf insistiu que é vital consagrar o papel das três línguas “que são já de vocação internacional”, com um crescente número de falantes, o que demonstra o seu potencial de consolidação.

Porém, disse, ainda que haja cada vez mais falantes de português, espanhol e francês, “paradoxalmente, nas organizações internacionais fala-se cada vez menos estas línguas”.

Como exemplo refere o caso de franceses que ocupam cargos de relevo em organizações internacionais e que, mesmo quando os assuntos se referem à francofonia ou à própria França, insistem no uso do inglês.

“Mesmo que haja tradução simultânea ou que o assunto seja mais da francofonia, preferem falar um mau inglês do que a língua em que pensam e se exprimem melhor e que pode ser traduzida por profissionais”, afirmou.

Como exemplos das “dificuldades e desafios” atuais, Diouf referiu-se a programas intensivos, financiados pela Francofonia, para formar diplomatas, economistas, juristas, funcionários e jornalistas europeus dos novos estados membros.

“Mesmo os que nós formámos, no espaço geral, falam em inglês”, disse.

Analisar os resultados da cooperação entre os “Três Espaços Linguísticos (português, espanhol e francês) é o objetivo central do encontro que decorre hoje em Madrid, por ocasião do 10.º aniversário da criação desta plataforma de cooperação na diversidade cultural.

O encontro da plataforma – que representa 82 países, três línguas e 900 milhões de pessoas nos cinco continentes – é acolhido pelo secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, na sede da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) em Madrid.

O encontro conta com as participações do secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira e do secretário-geral da União Latina, José Luis Dicenta.

Participam ainda no encontro o reitor da Agência Universitária da Francofonia (AUF), Bernard Cerquiglini, o diretor do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Gilvan Müller de Oliveira, a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, e a diretora do Instituto Cervantes, Carmen Caffarel.

Suíça tem 4 idiomas oficiais. Para resolver isso só com tradução simultânea



Para resolver problemas com diferenças entre os quatro idiomas utilizados na Suíça, a Assembléia Federal resolveu implementar um sistema de tradução simultânea.

A questão das Línguas da Suíça é uma problemática cultural e de política central da Suíça. O alemão, o francês, o italiano e o romanche são as quatro línguas nacionais faladas na Suíça.

O plurilingualismo enraizado no país é um resultado histórico de sua ligação de neutralidade e da vontade política.

Apesar de pequeno, o território suíço possui quatro zonas linguísticas, onde a língua maioritária determina o idioma usado, e assim se fala da Suíça alemã, a Suíça romanda e a Suíça italiana, e se bem que não seja designada como tal, há o que se poderia chamar uma Suíça romanche.

A Constituição Federal fixa quatro princípios: igualdade das línguas, liberdade dos cidadãos em escolher a língua, territorialidade das línguas e a proteção às línguas minoritárias. De acordo com o segundo princípio, os cidadãos tem a liberdade de escolher o seu idioma, contudo o princípio da territorialidade é primordial, pois é ele quem estabiliza as zonas linguísticas.

Na Assembleia Federal Suíça, os deputados podem em princípio, se exprimir com a língua nacional de sua escolha. Os germanófonos são a maioria, daí o alemão ser a língua mais utilizada. Os italófonos escolhem o alemão ou o francês e os francófonos utilizam principalmente o francês. O romanche quase não é utilizado.

Um sistema de tradução simultânea existe para o alemão, francês e italiano. Só assim mesmo para que esse povo todo se entenda nessa Torre de Babel.

Você sabe o que é interpretação sussurrada?



Na interpretação sussurrada ou “chuchotage”, o intérprete traduz o discurso de um idioma que a maioria dos reunidos percebem. O orador e os participantes falam de modo normal, sem nenhum tipo de pausa e o intérprete traduz o seu cliente, em voz baixa, sussurrando aquilo que se vai dizendo na reunião. Em certas ocasiões também traduz o que o resto dos reunidos diga ao seu cliente. Neste caso o intérprete terá que ser nativo na mesma língua que o seu cliente e perceber perfeitamente o idioma no qual se vai desenvolvendo o acontecimento.

A interpretação sussurrada é comum nas reuniões, entrevistas, conferências e, em geral, em acontecimentos que contenham público e um orador que têm um idioma comum, mas que, no entanto, seja diferente do idioma do cliente.

No caso da interpretação sussurrada, a maior dificuldade para o cliente e o seu intérprete é o problema acústico inerente a esta situação. Outra desvantagem é a situação incómoda que pode significar para os espectadores que estão perto do intérprete pelo ruído constante. Tecnicamente, não apresenta grandes complexidades.

Notícia do Globo informa que a presidente Dilma Roussef vai reformular sua equipe de tradutores.
Independentemente da fluência do presidente em outros idiomas, o Palácio do Planalto mantém um grupo de tradutores à disposição do gabinete presidencial.
Recentemente, a presidente nomeou Cynthia García, mexicana, filha de brasileira, como tradutora de espanhol e italiano. Cynthia chegou a fazer alguns trabalhos para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e, agora, será efetivada nessa função.
Ainda não foram definidos os tradutores de inglês e francês, mas já está certo que os que atendiam Lula serão substituídos. Esses profissionais são contratados pelo Itamaraty para prestação de serviços eventuais. Lúcio Reiner, tradutor de francês e espanhol de
Lula, é consultor da Câmara e será, agora, assessor internacional do vice-presidente Michel Temer.
Embora a presidente domine o francês, o inglês e o espanhol, a praxe do serviço público é ter tradução mesmo assim, por causa dos termos técnicos e das expressões regionais.
A definição dos novos tradutores do Planalto deve acontecer ainda este mês.

Tradinter faz tradução simultânea de evento da Telefônica



Toda a Diretoria Global da empresa espanhola Telefônica reuniu-se com acionistas e managers, em São Paulo, no Hotel Hilton, de 19 a 24 de novembro, para discutir as tendências e soluções para o futuro, quebra de paradigmas e a nova sociedade virtual em que vivemos.

A empresa de traduções Tradinter fez a tradução simultânea do evento que tratou de temas de alta complexidade financeira e terminologia própria de mercado bursátil, bem como temas de tecnologia de ponta para as telecomunicações. A Tradinter organizou uma equipe de 10 tradutores simultâneos para atender todas as salas de discussões dos diferentes temas técnicos. Os idiomas utilizados na tradução do evento foram inglês e espanhol, combinação que amplia a necessidade de qualificação dos tradutores, pois não inclui o português.

Comentários do Cliente: Translators have done an incredible work these days !!!
Trevor Healy CIO Jajah, Partner da Telefônica

Eu sei que com vocês eu posso ficar sossegada, pois conheço seu profissionalismo.
Andrea Bahia, Organizadora do Evento.