O sucesso do seu evento também depende do equipamento de tradução simultânea



Para um evento de tradução simultânea de melhor qualidade, é imprescindível que o intérprete possa ouvir o orador claramente. Assim, uma das principais exigências para um bom evento é o equipamento de tradução simultânea.
A tradução simultânea é mediada por equipamentos de transmissão e recepção de áudio.

O intérprete trabalha dentro de uma cabine acústica à prova de som, onde ele ouve pelos receptores o que é proferido em determinado idioma e, por meio de microfones ligados aos fones de ouvido dos participantes, transmitem o conteúdo da palestra em outra língua. Trata-se da modalidade de interpretação mais usada em congressos, por não interferir na duração do evento.

Uma vez que os intérpretes estão fisicamente separados dos participantes da conferência e só podem se comunicar com eles através de equipamento acústico, é muito importante que esse equipamento seja da melhor qualidade possível.

As melhores opções de equipamentos de tradução simultânea podem ser determinadas com base no número de idiomas, tamanho do local, programa e os resultados desejados.

A interpretação simultânea também é recomendada para reuniões menores ou visitas técnicas em espaços abertos, onde se faz uso do equipamento portátil ou das mini-cabines, conforme as circunstâncias e arquitetura local, como por exemplo, o chão de fábricas ou as galerias de arte.

A concepção das cabines de interpretação deve cumprir quatro requisitos:

  • a separação acústica das diferentes línguas faladas em simultâneo;
  • permitir uma boa comunicação visual e auditiva entre os intérpretes e os conferencistas;
  • proporcionar condições de trabalho adequadas que permitam aos intérpretes manter os intensos níveis de concentração exigidos durante todo o dia de trabalho.
  • facilitar, através de uma construção ligeira mas robusta, o respectivo manuseamento e a montagem.

Outro equipamento importante é o transmissor. Não adianta o tradutor fazer uma tradução de qualidade se o resultado da tradução não for transmitido adequadamente ao público. Os transmissores emitem um sinal por meio de AM, FM, UHF e Infravermelho que são interpretados por pequenos receptores individuais em posse de cada participante do evento. Estes receptores tem saída para um fone de ouvido, o que faz com que os participantes possam ouvir comodamente a tradução simultaneamente e compreender da melhor forma a palestra, congresso, curso ou evento.

A sonorização de um ambiente está intimamente ligada ao sucesso de qualquer evento, possibilitando ao público ouvinte a perfeita assimilação e inteligibilidade das informações ali expostas.

Em se tratando de um evento internacional, onde estejam previstas presenças de palestrantes e público de outros países, há de se prever a interligação do sistema de sonorização com um sistema de tradução simultânea.

Certamente o ponto principal para que tudo ocorra bem em um evento internacional é a competência dos intérpretes, mas o correto funcionamento do equipamento de tradução simultânea também é imprescindível. A tradução simultânea requer todo um esquema de equipamentos de áudio e rádio freqüência interligados, compondo um sistema que se presta a auxiliar o trabalho dos tradutores em um evento.

Constantemente, esse tipo de serviço vem incorporando uma série de inovações tecnológicas e recursos adicionais, possibilitando não apenas ouvir e traduzir as palavras, mas sim transmitir as posturas e emoções do palestrante ou conferencista, tornando possível ao auditório a absorção de todas as informações.

Em se tratando de um sistema em que se opera com radio freqüência, devemos observar as possíveis causas de interferência e, quando possível, realizar testes com antecedência em locais onde não se tem certeza da qualidade da recepção de sinal.

Por isso é muito importante antes de tudo, fazer a verificação do nível de ruído do local. Se existem fontes de ruídos internas (equipamentos, pessoas, etc) e externas (trânsito, fábricas, etc), todas estas fontes devem ser consideradas.

Para que um som seja bem compreendido ele deve estar a 20 dB (decibéis) acima do nível de ruído local. Também não se deve expor uma platéia a um volume de som extremamente elevado (acima de 100 dB), além de um limite de tempo razoável.

Os indicadores de potência e eficiência mostram a capacidade de uma caixa acústica transformar potência elétrica em som audível. Quanto mais eficiente for uma caixa, mais som será extraído com uma mesma potencia. Por exemplo, uma boa caixa acústica pode ter eficiência de 96 dBW/m ou seja, ela produzirá 96 decibéis de som a um metro da caixa, a partir de 1 Watt de potencia elétrica. Procuramos trabalhar com caixas de 98 a 101 dBW/m.

O ângulo de recobrimento (Nominal Dispersion) se refere a região audível das caixas acústicas. Quanto maior o ângulo, maior a região recoberta em frente as caixas. Isto nos dá exata noção das regiões audíveis da platéia, o que nos permite corrigi-las, sobrepondo caixas acústicas ou reorganizar a disposição da platéia.

A resposta de freqüência (Crossover Frequency) são as freqüências reproduzidas pela caixa de som. Na maioria dos casos, uma caixa de som “full-range” deve abranger todos os timbres audíveis. No entanto, analisando-se a curva de resposta, pode-se determinar a utilização de “woofers” ou “tweeters” para complementação ou reforço de determinadas freqüências.

Em linhas gerais, para um ambiente com as medidas de 17 metros de largura, 30 metros de comprimento e até 8 metros de altura, portanto, possuindo aproximadamente 4000 metros cúbicos (m3) deverá ser usado um conjunto amplificador de 200 watts RMS, conforme cálculos efetuados por Luiz Fernando Cysne em seu livro Áudio – Engenharia e Sistemas.

É muito importante frisar que a distribuição sonora realizada pelas caixas acústicas no ambiente da palestra deverá sempre ser em modo mono, ou seja, o amplificador (caso seja este um equipamento estereofônico), deverá estar trabalhando com o mesmo sinal em seus dois canais.

Texto reproduzido do site da Associação SoftwareLivre.org.

Os elementos básicos de um sistema de sonorização são os microfones, o mixer, o amplificador e as caixas acústicas, também chamadas de projetores de som. Mas um equipamento completo de tradução simultânea inclui muito mais do isso. Confira abaixo os principais equipamentos usados em traduções simultâneas de eventos.

Sonorização 2

1.1 Microfone

Unidade responsável pela captação da voz do palestrante (pressão sonora) e sua transformação em sinais elétricos. Os microfones devem ser especificados de acordo com o tipo de situação (distância, ângulo, portabilidade, mobilidade) ou de captação.

Não raramente, reuniões em grandes grupos exigem que mais de um microfone seja utilizado para atender aos oradores. Neste caso, é necessário o uso de mixers (misturadores de áudio), cuja função é direcionar adequadamente vários sinais para um único sistema de amplificação, de forma que um não sobressaia demasiadamente a outro e possibilitando a inclusão de outras fontes de som.

1.1.1 Microfone com fio

Estes microfones são os mais simples e baratos, notoriamente, no entanto, são os que tem a menor chance de apresentar problemas. Estes microfones são conectados ao restante do sistema por intermédio de cabos, tornando mínima a possibilidade de qualquer tipo de interferência.

Os microfones com fio tem uma constituição robusta decorrente da minimização de componentes, o que reduz a possibilidade de defeitos ocasionados por mau uso ou quebra acidental. Eles são sempre uma boa escolha quando exigências de mobilidade e portabilidade se fazem menos necessárias que a segurança de captação ou mesmo quando seja necessário o uso de sistema de Backup (sobressalente de contingência).

1.1.2 Microfone sem fio (wireless)

Este equipamento tem os mesmos componentes de captação dos microfones com fio, isto significa que a qualidade de captação é exatamente a mesma. A grande diferença se faz por possuir um sistema de transmissão sem fio para a captação remota de sinais. Por se tratar de um equipamento que opera por rádio freqüência existe sempre a possibilidade de interferência, principalmente em locais de grande congestionamento de antenas emissoras de ondas. Para minimizar este problema aconselha-se trabalhar com freqüências UHF, que são as mais altas até o presente momento.

Estes equipamentos permitem grande mobilidade e alcance, além de excelente portabilidade devido ao baixo peso dos equipamentos.

Estas características se fazem notórias no freqüente uso deste equipamento como volante para perguntas e respostas.

1.1.3 Microfone Headset

Este microfone foi desenvolvido com o intuito de manter as principais características de mobilidade e portabilidade dos microfones de lapela sem as inconveniências de se trabalhar com uma cápsula de grande sensibilidade compensando a distância da fonte de voz.

Neste caso, optou-se por colocar uma cápsula de captação próximo a boca, fazendo assim mínima a distância entre a fonte e a captação. O conjunto foi acomodado em uma configuração headset (semelhantes às tiaras de telefonia) onde o único inconveniente é algum constrangimento por parte do palestrante.

1.1.4 Microfone goose neck (pescoço de ganso)

Este elegante microfone veio para substituir os modelos de punho com fio. Embora menos versáteis, estes microfones tem uma aparência muito discreta, favorecendo o uso em situações onde se deseja captar o som com segurança, sem prejuízo da visibilidade e aparência do locutor.

Este equipamento é largamente utilizado em programas de entrevistas, mesas redondas e equipando mesas diretoras em palestras. Este aparelho forçosamente deve ser acomodado a uma base plana como uma mesa ou púlpito reto.

1.1.5 Microfone de palco

Este microfone foi concebido para captar sons produzidos a longa distância. Inicialmente utilizado para palcos, onde os atores devem atuar com liberdade de movimentos, este microfone tem sua sensibilidade aumentada unidirecionalmente isto é, em uma única direção. Desta forma os microfones de palco podem captar os sons oriundos da cena sem maiores interferências do que se passa lateralmente.

1.1.6 Microfone de lapela

A função destes microfones é de captar sinais de voz via um receptor colocado à altura do peito do palestrante. Em função da distância entre a cápsula do microfone e a fonte de voz, estes microfones precisam ser excepcionalmente sensíveis, requerendo do operador de som uma cuidadosa regulagem para que não hajam feed-backs (microfonias).

Estes são os equipamentos mais notáveis em razão de sua portabilidade e mobilidade, permitindo liberdade total de movimentos. Não raras vezes esta mobilidade e portabilidade se faz inconveniente, pois pode ser tão transparente a ponto do palestrante esquecer-se por completo do equipamento, que como qualquer outro, exige algum cuidado.

1.2 Mixer ou mesa de mixagem

Responsável pela mistura dos sinais elétricos de áudio vindos dos microfones e outras fontes, tais como toca-discos, gravadores, etc.

O tamanho de uma mesa mixer é definido pelo número de canais, ou entradas, que serão utilizadas. Atualmente, os equipamentos misturadores ou mixers, alem de gerenciar o som de diversas fontes, transformaram-se em equipamentos tudo em um. Isto significa que incorporaram, de forma simplificada, outros equipamentos que lhes eram externos.

Um exemplo disto são as estações de trabalho que incorporam as funções de mixagem, amplificação, equalização e produção de efeitos, tudo num único aparelho. Entradas e saídas auxiliares permitem monitorar, desviar e ramificar os sinais de áudio, dando total flexibilidade à distribuição de áudio para vários ambientes.

1.3 Amplificador

O amplificador é o próximo elemento do sistema de sonorização. Sua função é receber o sinal elétrico do mixer e amplificá-lo a níveis adequados para um determinado ambiente. Não são equipamentos de manuseio constante, mas seu bom funcionamento é fundamental para o sistema. São equipamentos robustos e pesados e geram muito calor. Além disso, todos os cabos convergem para ele, por isto, a localização deste aparelho deve ser bem estudada.

Eles devem ser acondicionados em locais ventilados e longe da circulação de pessoas, mas não podem estar distantes do restante dos equipamentos para que os cabos não sejam por demais longos. A potência destes equipamentos é função do número de caixas e do tamanho do local a ser sonorizado, sendo necessário um projeto prévio. A natureza do evento e o ruído ambiente também são relevantes, pois determinam qual é a pressão sonora (volume) que será demandada.

Salvo ambientes controlados (locais fechados, boa acústica, nível de ruído normal), recomenda-se fazer uma inspeção do local para estabelecer um bom conjunto de caixas e amplificadores adequados para o local.

1.4 Caixas acústicas

Com o papel de transformar impulsos elétricos em ondas sonoras, as caixas acústicas tem papel fundamental. Afinal, não ouvimos corrente elétrica, mas sim, ondas de som.

As caixas acústicas devem ser escolhidas em função dos amplificadores que estão sendo usados. Normalmente, o conjunto amplificador/caixa acústica deve ser especificado conjuntamente em função do tipo de ambiente que se deseja sonorizar e, a não ser que o ambiente seja controlado (local fechado com geometria regular), recomenda-se inspecionar o local para execução de projeto mais adequado.
O texto acima foi produzido com base no site da Media Marketing Solutions e também referências técnicas sobre engenharia de áudio do livro Áudio – Engenharia e Sistemas de Luiz Fernando O. Cysne.

A empresa Tradinter além de contar com intérpretes especializados para tradução simultânea de palestras, eventos e congressos que envolvam os idiomas inglês, espanhol e francês, também oferece a seus clientes a locação de equipamentos de tradução simultânea.

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A tradução consecutiva não exige equipamentos em que o orador fala por períodos de mais ou menos 10 minutos e interrompe para que o intérprete possa traduzir o conteúdo para os ouvintes. A interpretação consecutiva costuma ser a preferida nas entrevistas coletivas de imprensa, salas de aulas, cursos de pós-graduação ou mestrado, reuniões de vendas in doors, ou outras situações onde o público seja consideravelmente menos numeroso.

Também temos a tradução intermitente que é a modalidade na qual o palestrante faz pausas a cada duas ou três frases para a entrada do intérprete.

No Brasil, a tradução consecutiva tem perdido terreno para a tradução simultânea com o equipamento completo ou o mini-equipamento portátil porque esta forma de tradução permite que haja um fluxo ininterrupto de comunicação entre os palestrantes e a platéia. Ou seja, ao contrário das outras, a tradução simultânea é feita de forma ininterrupta e o evento se torna mais rápido e ágil, enquanto a tradução consecutiva faz o tempo de pronunciamento dobrar. Essa é a grande vantagem verificada pelos participantes de eventos que exigem tradução: a sincronia entre o palestrante e o intérprete que proporciona agilidade na compreensão dos pronunciamentos.