Os elementos básicos de um sistema de sonorização são os microfones, o mixer, o amplificador e as caixas acústicas, também chamadas de projetores de som. Mas um equipamento completo de tradução simultânea inclui muito mais do isso. Confira abaixo os principais equipamentos usados em traduções simultâneas de eventos.

Sonorização 2

1.1 Microfone

Unidade responsável pela captação da voz do palestrante (pressão sonora) e sua transformação em sinais elétricos. Os microfones devem ser especificados de acordo com o tipo de situação (distância, ângulo, portabilidade, mobilidade) ou de captação.

Não raramente, reuniões em grandes grupos exigem que mais de um microfone seja utilizado para atender aos oradores. Neste caso, é necessário o uso de mixers (misturadores de áudio), cuja função é direcionar adequadamente vários sinais para um único sistema de amplificação, de forma que um não sobressaia demasiadamente a outro e possibilitando a inclusão de outras fontes de som.

1.1.1 Microfone com fio

Estes microfones são os mais simples e baratos, notoriamente, no entanto, são os que tem a menor chance de apresentar problemas. Estes microfones são conectados ao restante do sistema por intermédio de cabos, tornando mínima a possibilidade de qualquer tipo de interferência.

Os microfones com fio tem uma constituição robusta decorrente da minimização de componentes, o que reduz a possibilidade de defeitos ocasionados por mau uso ou quebra acidental. Eles são sempre uma boa escolha quando exigências de mobilidade e portabilidade se fazem menos necessárias que a segurança de captação ou mesmo quando seja necessário o uso de sistema de Backup (sobressalente de contingência).

1.1.2 Microfone sem fio (wireless)

Este equipamento tem os mesmos componentes de captação dos microfones com fio, isto significa que a qualidade de captação é exatamente a mesma. A grande diferença se faz por possuir um sistema de transmissão sem fio para a captação remota de sinais. Por se tratar de um equipamento que opera por rádio freqüência existe sempre a possibilidade de interferência, principalmente em locais de grande congestionamento de antenas emissoras de ondas. Para minimizar este problema aconselha-se trabalhar com freqüências UHF, que são as mais altas até o presente momento.

Estes equipamentos permitem grande mobilidade e alcance, além de excelente portabilidade devido ao baixo peso dos equipamentos.

Estas características se fazem notórias no freqüente uso deste equipamento como volante para perguntas e respostas.

1.1.3 Microfone Headset

Este microfone foi desenvolvido com o intuito de manter as principais características de mobilidade e portabilidade dos microfones de lapela sem as inconveniências de se trabalhar com uma cápsula de grande sensibilidade compensando a distância da fonte de voz.

Neste caso, optou-se por colocar uma cápsula de captação próximo a boca, fazendo assim mínima a distância entre a fonte e a captação. O conjunto foi acomodado em uma configuração headset (semelhantes às tiaras de telefonia) onde o único inconveniente é algum constrangimento por parte do palestrante.

1.1.4 Microfone goose neck (pescoço de ganso)

Este elegante microfone veio para substituir os modelos de punho com fio. Embora menos versáteis, estes microfones tem uma aparência muito discreta, favorecendo o uso em situações onde se deseja captar o som com segurança, sem prejuízo da visibilidade e aparência do locutor.

Este equipamento é largamente utilizado em programas de entrevistas, mesas redondas e equipando mesas diretoras em palestras. Este aparelho forçosamente deve ser acomodado a uma base plana como uma mesa ou púlpito reto.

1.1.5 Microfone de palco

Este microfone foi concebido para captar sons produzidos a longa distância. Inicialmente utilizado para palcos, onde os atores devem atuar com liberdade de movimentos, este microfone tem sua sensibilidade aumentada unidirecionalmente isto é, em uma única direção. Desta forma os microfones de palco podem captar os sons oriundos da cena sem maiores interferências do que se passa lateralmente.

1.1.6 Microfone de lapela

A função destes microfones é de captar sinais de voz via um receptor colocado à altura do peito do palestrante. Em função da distância entre a cápsula do microfone e a fonte de voz, estes microfones precisam ser excepcionalmente sensíveis, requerendo do operador de som uma cuidadosa regulagem para que não hajam feed-backs (microfonias).

Estes são os equipamentos mais notáveis em razão de sua portabilidade e mobilidade, permitindo liberdade total de movimentos. Não raras vezes esta mobilidade e portabilidade se faz inconveniente, pois pode ser tão transparente a ponto do palestrante esquecer-se por completo do equipamento, que como qualquer outro, exige algum cuidado.

1.2 Mixer ou mesa de mixagem

Responsável pela mistura dos sinais elétricos de áudio vindos dos microfones e outras fontes, tais como toca-discos, gravadores, etc.

O tamanho de uma mesa mixer é definido pelo número de canais, ou entradas, que serão utilizadas. Atualmente, os equipamentos misturadores ou mixers, alem de gerenciar o som de diversas fontes, transformaram-se em equipamentos tudo em um. Isto significa que incorporaram, de forma simplificada, outros equipamentos que lhes eram externos.

Um exemplo disto são as estações de trabalho que incorporam as funções de mixagem, amplificação, equalização e produção de efeitos, tudo num único aparelho. Entradas e saídas auxiliares permitem monitorar, desviar e ramificar os sinais de áudio, dando total flexibilidade à distribuição de áudio para vários ambientes.

1.3 Amplificador

O amplificador é o próximo elemento do sistema de sonorização. Sua função é receber o sinal elétrico do mixer e amplificá-lo a níveis adequados para um determinado ambiente. Não são equipamentos de manuseio constante, mas seu bom funcionamento é fundamental para o sistema. São equipamentos robustos e pesados e geram muito calor. Além disso, todos os cabos convergem para ele, por isto, a localização deste aparelho deve ser bem estudada.

Eles devem ser acondicionados em locais ventilados e longe da circulação de pessoas, mas não podem estar distantes do restante dos equipamentos para que os cabos não sejam por demais longos. A potência destes equipamentos é função do número de caixas e do tamanho do local a ser sonorizado, sendo necessário um projeto prévio. A natureza do evento e o ruído ambiente também são relevantes, pois determinam qual é a pressão sonora (volume) que será demandada.

Salvo ambientes controlados (locais fechados, boa acústica, nível de ruído normal), recomenda-se fazer uma inspeção do local para estabelecer um bom conjunto de caixas e amplificadores adequados para o local.

1.4 Caixas acústicas

Com o papel de transformar impulsos elétricos em ondas sonoras, as caixas acústicas tem papel fundamental. Afinal, não ouvimos corrente elétrica, mas sim, ondas de som.

As caixas acústicas devem ser escolhidas em função dos amplificadores que estão sendo usados. Normalmente, o conjunto amplificador/caixa acústica deve ser especificado conjuntamente em função do tipo de ambiente que se deseja sonorizar e, a não ser que o ambiente seja controlado (local fechado com geometria regular), recomenda-se inspecionar o local para execução de projeto mais adequado.
O texto acima foi produzido com base no site da Media Marketing Solutions e também referências técnicas sobre engenharia de áudio do livro Áudio – Engenharia e Sistemas de Luiz Fernando O. Cysne.

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Madrid, 10 jun (Lusa) — As instituições internacionais têm de respeitar o princípio do multilinguismo e, para isso, os líderes nacionais devem duplicar esforços para conseguir um maior equilíbrio entre o inglês e as restantes línguas globais, afirmou hoje o secretário-geral da Francofonia.

“Constatamos que, apesar de todos os nossos esforços e boa vontade, de todos os projetos que temos feito, a situação deteriora-se”, afirmou Adbou Diouf, em Madrid, num encontro dos três espaços linguísticos, português, espanhol e francês.

“Temos, coletivamente, que responder a esta situação. Temos de insistir junto das organizações internacionais para que respeitem o princípio do multilinguismo. O amor não são só declarações de amor, são as provas de amor”, considerou.

Diouf considerou que o objetivo não é destronar qualquer língua, no caso o inglês, mas sim conseguir “um maior equilíbrio” que se nota cada vez menos nas organizações e instituições internacionais.

Ainda que sinta “boa intuição” sobre o futuro, Diouf insistiu que é vital consagrar o papel das três línguas “que são já de vocação internacional”, com um crescente número de falantes, o que demonstra o seu potencial de consolidação.

Porém, disse, ainda que haja cada vez mais falantes de português, espanhol e francês, “paradoxalmente, nas organizações internacionais fala-se cada vez menos estas línguas”.

Como exemplo refere o caso de franceses que ocupam cargos de relevo em organizações internacionais e que, mesmo quando os assuntos se referem à francofonia ou à própria França, insistem no uso do inglês.

“Mesmo que haja tradução simultânea ou que o assunto seja mais da francofonia, preferem falar um mau inglês do que a língua em que pensam e se exprimem melhor e que pode ser traduzida por profissionais”, afirmou.

Como exemplos das “dificuldades e desafios” atuais, Diouf referiu-se a programas intensivos, financiados pela Francofonia, para formar diplomatas, economistas, juristas, funcionários e jornalistas europeus dos novos estados membros.

“Mesmo os que nós formámos, no espaço geral, falam em inglês”, disse.

Analisar os resultados da cooperação entre os “Três Espaços Linguísticos (português, espanhol e francês) é o objetivo central do encontro que decorre hoje em Madrid, por ocasião do 10.º aniversário da criação desta plataforma de cooperação na diversidade cultural.

O encontro da plataforma – que representa 82 países, três línguas e 900 milhões de pessoas nos cinco continentes – é acolhido pelo secretário-geral ibero-americano, Enrique Iglesias, na sede da Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) em Madrid.

O encontro conta com as participações do secretário-executivo da CPLP, Domingos Simões Pereira e do secretário-geral da União Latina, José Luis Dicenta.

Participam ainda no encontro o reitor da Agência Universitária da Francofonia (AUF), Bernard Cerquiglini, o diretor do Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), Gilvan Müller de Oliveira, a presidente do Instituto Camões, Ana Paula Laborinho, e a diretora do Instituto Cervantes, Carmen Caffarel.


Tradutor intérprete em plena ação

Tradutor intérprete em plena ação

A interpretação Simultânea, também chamada Tradução Simultânea, é quando o Intérprete, ou Tradutor Simultâneo, fica alocado em uma cabine acústica para tradução simultânea e utiliza-se de equipamentos de tradução simultânea para efetuar a interpretação simultânea.

O intérprete fala em um microfone dentro da cabine e o equipamento transmite a tradução através de sinais de rádios para a platéia que possui um receptor de tradução simultânea com fone. A grande vantagem da tradução simultânea é que o palestrante não é interrompido em nenhum momento pelo intérprete que estará dentro da cabine de tradução e ganha-se tempo e qualidade na interpretação simultânea.